O preço de referência da castanha de caju em Moçambique é de 45 meticais por quilograma na campanha 2025/2026, segundo o Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM) e o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas. Esse é o valor de referência estabelecido para a compra da castanha ao produtor, mas o preço efectivamente negociado pode variar conforme a qualidade, a procura, a localização e a evolução do mercado internacional.
Assim, um produtor que tenha 100 kg de castanha e consiga vender ao equivalente do preço de referência obteria 4.500 MT. Com 500 kg, o valor seria 22.500 MT, enquanto uma tonelada, equivalente a 1.000 kg, corresponderia a 45.000 MT. Estes cálculos servem apenas para mostrar o equivalente do preço de referência; não significam que todos os produtores receberão necessariamente esses valores nas transacções reais.
O preço de 45 MT/kg foi acordado no dia 10 de Outubro de 2025, durante uma reunião do Comité de Amêndoas. Segundo as autoridades, o valor poderá ser reajustado em função dos preços praticados no mercado internacional.
O que significa o preço de referência de 45 MT por kg?
É importante compreender esta expressão porque “preço de referência” não deve ser automaticamente interpretado como um preço fixo de mercado que permanecerá exactamente igual em todas as localidades.
O Regulamento para o Fomento, Produção, Comercialização, Processamento e Exportação do Caju introduz o mecanismo do preço de referência da castanha ao produtor, aprovado anualmente com participação dos actores da cadeia do caju.
Na prática, esse valor funciona como uma referência para a campanha de comercialização.
O preço real encontrado numa determinada zona pode ser influenciado por vários factores. Se houver forte procura pela castanha e vários compradores estiverem a competir pelo produto, as condições de negociação podem mudar. O contrário também pode acontecer quando existem poucos compradores ou dificuldades de transporte.
Por isso, um agricultor que ouve que o preço oficial de referência é 45 MT/kg não deve concluir que qualquer comprador, em qualquer ponto do país e em qualquer momento da campanha, estará necessariamente a oferecer exactamente o mesmo valor.
Quanto vale um saco de castanha de caju?
Esta é uma pergunta comum, mas não existe uma resposta correcta sem saber primeiro o peso do saco.
A castanha deve ser valorizada pelo peso, e não simplesmente pelo número de sacos.
Se utilizarmos apenas os 45 MT/kg como referência, 20 kg corresponderiam a 900 MT; 25 kg, a 1.125 MT; 50 kg, a 2.250 MT; e 80 kg, a 3.600 MT.
Isso mostra por que é importante pesar correctamente a produção.
Dois sacos aparentemente iguais podem conter quantidades diferentes. Para o produtor, conhecer o peso exacto também facilita calcular a produtividade da machamba e comparar propostas de diferentes compradores.
Quanto maior a quantidade comercializada, maior se torna a importância de pequenas diferenças no preço.
Uma diferença de apenas 5 MT por quilograma representa 500 MT em 100 kg. Numa tonelada, a mesma diferença passa para 5.000 MT.
O preço permaneceu igual ao da campanha anterior
Um dado interessante é que o preço de referência de 45 MT/kg também tinha sido estabelecido para a campanha 2024/2025.
Em Setembro de 2024, os intervenientes da cadeia aprovaram o preço de referência de comercialização da castanha ao produtor em 45 meticais por quilograma.
Na campanha seguinte, 2025/26, voltou a ser acordado o mesmo valor.
Isso não significa, contudo, que o mercado internacional tenha permanecido parado. Na realidade, os preços de referência utilizados na exportação mudaram entre as duas campanhas.
É aqui que se torna importante distinguir o preço recebido pelo produtor da referência utilizada nas operações de exportação.
Quanto vale a castanha de caju para exportação?
Na campanha 2025/2026, Moçambique estabeleceu preços de referência específicos para a exportação da castanha bruta.
Para a castanha classificada com qualidade de 46 libras, a referência ficou em 1.250 dólares por tonelada. Para a categoria de 53 libras, o preço estabelecido foi de 1.440 dólares por tonelada.
Na campanha anterior, 2024/25, essas referências tinham ficado entre 1.052 e 1.268 dólares por tonelada para as mesmas categorias. Portanto, houve uma subida nas referências de exportação para 2025/26.
Esses números não devem ser confundidos com aquilo que o agricultor recebe directamente na machamba.
Entre o produtor e a exportação existem operações de compra, transporte, armazenamento, classificação, perdas, custos administrativos, financiamento e outras despesas da cadeia.
Além disso, a qualidade influencia directamente o valor comercial.
Por que a qualidade da castanha influencia o preço?
Nem toda castanha possui o mesmo rendimento industrial.
O comprador não está interessado apenas no peso total do saco. Ele procura saber quanto produto aproveitável poderá ser obtido depois do processamento.
É por isso que as referências de exportação diferenciam, por exemplo, castanha de 46 e 53 libras. A diferença de preço mostra economicamente que qualidade tem valor.
Para o produtor, isso significa que aumentar simplesmente a quantidade recolhida não deve ser o único objectivo.
Colheita no momento adequado, secagem correcta, armazenamento protegido da humidade e redução de impurezas ajudam a preservar a qualidade do lote.
Misturar castanha bem conservada com produto deteriorado pode reduzir a qualidade geral da mercadoria apresentada ao comprador.
O momento da venda pode fazer diferença
A comercialização do caju é sazonal.
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Melhor época para plantar couve em Moçambique e ter boa colheitaQuando a colheita começa, a quantidade disponível no mercado aumenta progressivamente. Ao mesmo tempo, comerciantes, processadores e exportadores procuram garantir matéria-prima.
A relação entre oferta e procura pode provocar diferenças nas condições encontradas pelo agricultor ao longo da campanha.
Na campanha 2025/26, o preço de referência ao produtor foi acordado em Outubro. Em Dezembro, o Comité de Amêndoas voltou a reunir-se para analisar o aprovisionamento da indústria, fornecimento de castanha pelos exportadores e andamento da comercialização.
Na reunião de Dezembro também ficou definido que a exportação seria oficialmente aberta a partir de 19 de Dezembro, procurando primeiro garantir o fornecimento à indústria nacional. Para essa campanha, estimava-se um volume de exportação de aproximadamente 60 mil toneladas.
Isso demonstra que o mercado não permanece exactamente igual durante toda a safra.
Produção elevada também influencia o mercado
Moçambique voltou recentemente a aproximar-se dos seus níveis históricos de comercialização da castanha.
Segundo o Ministério da Agricultura, na campanha 2024/2025 o país atingiu cerca de 195.500 toneladas de produção comercializada. O Governo recordou que Moçambique chegou no passado a comercializar aproximadamente 200 mil toneladas e a deter uma parcela muito importante do mercado mundial.
O crescimento da produção é positivo, mas coloca também desafios.
É necessário existir capacidade para comprar, transportar, armazenar, processar e exportar volumes elevados sem prejudicar a remuneração do produtor.
Quanto mais organizada estiver a cadeia, maiores são as possibilidades de transformar o crescimento da produção em rendimento para as famílias rurais e actividade económica dentro do país.
É melhor vender castanha bruta ou processada?
Para um pequeno produtor, vender castanha bruta é normalmente a forma mais simples de entrar no mercado. Processar castanha para comercialização é uma actividade muito diferente e exige equipamentos, conhecimentos, controlo de qualidade e cumprimento das exigências aplicáveis.
Contudo, para a economia do país, o processamento é estratégico porque permite adicionar valor antes de o produto chegar ao consumidor.
Uma castanha bruta possui determinado valor. Depois de processada, seleccionada, embalada e preparada para mercados de maior valor, transforma-se num produto diferente.
O Ministério da Agricultura tem destacado precisamente o crescimento do processamento secundário como uma forma de agregar valor e abastecer mercados interno, regional e internacional.
Portanto, a discussão sobre preço do caju não termina nos 45 MT/kg pagos como referência ao produtor. Existe toda uma cadeia económica depois dessa primeira venda.
Como o produtor pode conseguir melhores condições de venda?
A primeira medida é conhecer as referências oficiais da campanha.
Um agricultor que não possui qualquer informação sobre o mercado fica numa posição mais fraca para negociar.
Também é importante saber exactamente quantos quilogramas estão a ser vendidos e acompanhar a pesagem. A diferença entre estimar o peso e utilizar uma balança confiável pode representar dinheiro.
Outro ponto é conservar correctamente a produção.
Depois da recolha, a castanha precisa ser preparada e armazenada de forma a evitar humidade excessiva e deterioração. Um produto que perde qualidade enquanto espera pelo comprador pode também perder valor comercial.
Sempre que possível, o produtor pode comparar as condições apresentadas por diferentes compradores, considerando não apenas o valor anunciado por quilograma, mas também transporte, pesagem, classificação e condições de pagamento.
O preço pode aumentar durante a campanha?
Pode haver alterações.
Quando o preço de referência de 45 MT/kg foi estabelecido para 2025/26, as autoridades deixaram explicitamente aberta a possibilidade de reajuste em função da evolução dos preços no mercado internacional.
Isso é particularmente importante numa cultura ligada à exportação.
Mudanças na procura internacional, oferta dos grandes países produtores e condições comerciais podem influenciar a cadeia moçambicana.
Por isso, quando alguém pesquisa o preço da castanha de caju, é fundamental verificar de qual campanha estamos a falar. Utilizar o preço de vários anos atrás como se fosse actual pode levar produtores e compradores a tomar decisões com informação errada.
Afinal, quanto custa a castanha de caju em Moçambique?
Para responder directamente: o preço de referência para compra da castanha de caju ao produtor na campanha 2025/2026 é de 45 MT por quilograma.
Assim, utilizando apenas essa referência, 10 kg equivalem a 450 MT, 100 kg a 4.500 MT, 500 kg a 22.500 MT e uma tonelada a 45.000 MT.
O agricultor deve lembrar que estes são cálculos baseados no preço de referência, e não uma garantia de quanto qualquer comprador pagará numa transacção específica.
Qualidade, região, procura, período da campanha e condições do mercado podem influenciar a negociação.
Para quem produz caju em Moçambique, acompanhar os comunicados do Instituto de Amêndoas de Moçambique é particularmente importante. O preço de referência é definido por campanha e pode mudar. Portanto, antes de vender grandes quantidades, vale a pena confirmar a informação mais recente e conhecer as condições praticadas na zona de produção.
Com a produção nacional novamente próxima das 200 mil toneladas e novas oportunidades de exportação, compreender o preço deixou de ser apenas uma questão de saber “quanto vale um quilo”. Para o produtor, significa saber avaliar a própria colheita, proteger a qualidade e negociar com melhor informação.